A Alma Madalena nasceu no chão de uma loja física, de uma dor que não deixava brincar com uma menina de seis anos — a Madalena.
Nascida de uma
dor real
Testada na
própria cama
Feita para
acordar sem dor
A Alma Madalena tem o nome da minha filha
A Alma Madalena começou numa loja física, com prateleiras montadas à mão e dias que começavam antes de abrir a porta e acabavam muito depois de a fechar.
O corpo cobrou cada hora. Primeiro uma pontada na nuca, depois um peso que já estava lá quando eu acordava. Até à tarde em que a Madalena, com seis anos, me pediu para ir brincar para o chão — e eu não consegui dobrar-me sem cair de joelhos.
Nessa semana fechei a loja. A loja online nunca chegou a fechar.
A manhã em que acordei sem dor
A recuperação foi lenta, porque as noites continuavam más. As almofadas ou afundavam sem apoio nenhum, ou dobravam-me o pescoço num ângulo que ainda doía de manhã.
Foi por aí que fui estudar ergonomia do sono. Percebi que o descanso não é uma pausa: é quando o corpo se reconstrói. Se a cervical passa sete horas desalinhada, os músculos nunca chegam a relaxar.
Testei formatos e densidades durante meses. Quando acertei — a cavidade central para a cabeça, a rampa que segura o pescoço, os recortes que libertam o ombro — acordei um dia e não havia dor. Nesse dia sentei-me no chão com a Madalena e fiquei lá horas.
O que lhe prometemos
É por isso que a loja existe hoje com um foco só: devolver-lhe a hipótese de acordar sem dor. Se acorda com o pescoço travado, ou já se convenceu de que «é da idade» — não é. Eu estive aí.
Hoje já não estou sozinha nisto. Escolhemos cada almofada da loja pelo mesmo critério com que escolhi a minha: só entra se resolver mesmo o problema de alguém. Umas dão um apoio cervical mais firme, outras deixam ajustar a altura ao milímetro — porque ninguém dorme da mesma maneira.
Cada encomenda continua a sair daqui de casa, muitas vezes com a Madalena a estudar ao lado. Tem 30 noites para experimentar. Se não for para si, devolve.
— Equipa Madalena